domingo, 25 de julho de 2010


E eu me pergunto como é possível ser tão extrema. Sou assim.

Não feito, não perfeito, não completo, não satisfeito nunca, já diria essa música que adotei como um hino para os meus dias, para a minha vida. Percebi que sou extremista. Ou é tudo ou nada, não conheço um meio termo e deve ser por isso que me magôo com freqüência. Não ligo.
Não tem melhor aprendizado na vida do que viver, não tem melhor jeito de reconhecer o essencial, aquele mesmo que vem acompanhado com o clichê de invisível aos olhos, é verdade mesmo.
Gargalhadas em tom ensurdecedor, momentos quietos em silêncio ferrenho, chegam a machucar os ouvidos de quem prefere a sinfonia dos meus gritos. (mainha, eu amo você.)
Instabilidade, insegurança, felicidade, alegria, epifania. Sorrisos não desaparecem dos meus pensamentos, antebraços me atraem mais do qualquer outra parte do corpo, pessoas que falam alto ferem meus ouvidos, pessoas que só falam bobagens me fazem querer vomitar, pessoas sem conteúdo não me fazem nada. Simplesmente porque não são nada.
Tenho sede de aprender coisas novas e uma vontade besta de não ter crescido, besta e passageira, quando eu olho em volta agradeço a Deus pela situação.
Aproveito tudo ao máximo, considero todos os momentos como especiais e me esforço para aprender com os meus erros. Aprendi a me perdoar, aprendi a me amar e a aceitar que eu sou o que sou e em primeiro lugar devo me orgulhar de ser QUEM eu sou.
Sou normal, tenho meus altos e baixos, nasci pelada, careca e banguela como todo mundo e tenho o maior respeito por mim, não peço nada, só que me respeitem também.
“Cheguei ao mundo sem ter nada, dele não levo nem a sombra, eu to aqui pra dar risada e pra tirar onda.
Felicidade não se empresta, não se pechincha e nem se compra, eu to aqui pra fazer festa e pra tirar onda.”


Beijos&Beijos,

Volto qualquer dia ;*

CarolinaDomingues.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sal

Saiu pra comprar sal. Nem sempre a doce vida é a melhor vida. Doce enjoa. O sal dá sede. Sal deixa a gente vivo. Ele saiu pra comprar sal. Deixou a casa acesa. A luz em cima da mesa. A busca é sempre a mesma: levar o sal pra casa, tempero de uma risada, graça até pro copo d'água, mas a sede é sempre vesga.
Ele cruzou esquinas, cruzou os dedos, mal sabia. O sal era a ausência que ele deixava quando saía, era o frio de estar sozinho, o sal era só até a esquina, era ela sentir a falta um pouquinho. E ela sentiu.
Por isso temperou os planos para o futuro com têmporas tensas e empolgadas. Visões um tanto salgadas, mão molhada, ela sob a luz daquela mesa. Esfomeada.
Esperou. Mais um tanto de espera, mais um tanto de espera, mais um tanto de espera, ele não voltou. Pesou demais a mão no tempo e o tempero dessalgou.
Ela escreveu na geladeira "o sal acabou".
E saiu pra comprar um doce, mas a busca é sempre amor.

terça-feira, 13 de julho de 2010




" Eu e eu buscando o ponto de equilíbrio . "
Estou cansada, os remédios me deixam com MUITO sono, mas a vontade de tirar essas coisas do meu pé está tão tão grande que eu poderia me manter acordada só pra me livrar disto .
Vou tomar o bendito remédio,
Volto qualquer dia .

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tétano

Pisei em um prego enferrujado ontem e amanheci com febre, dores no corpo, dor de garganta e o pé parecendo um pão bolachão .
Resumo do dia: Hospital, comida sem sal, agulhas .
Olha que beleza,
Vou tomar um remédinho já que não vai rolar café,
Volto qualquer dia .

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Se não souber dizer uma coisa agradável, então não diga nada."

-

Hoje você é quem manda, falou, tá falado, não tem discussão
A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado e inventou de inventar toda a escuridão
Você que inventou o pecado esqueceu-se de inventar o perdão

Apesar de você amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia
Como vai proibir quando o galo insistir em cantar
Água nova brotando e a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido, esse grito contido este samba no escuro
Você que inventou a tristeza ora, tenha a fineza de desinventar
Você vai pagar e é dobrado cada lágrima rolada nesse meu penar

Apesar de você qmanhã há de ser outro dia
Inda pago pra ver o jardim florescer, qual você não queria
Você vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir que esse dia há de vir antes do que você pensa

Apesar de você amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver a manhã renascer e esbanjar poesia
Como vai se explicar vendo o céu clarear de repente, impunemente
como vai abafar nosso coro a cantar na sua frente

Apesar de você amanhã há de ser outro dia
Você vai se dar mal etc. e tal.

♫ Apesar de você - Chico Buarque

~
Bom, as coisas não andam nada bem, muito estresse, muitas agonias. Estou escrevendo pouco e com a cabeça cheia..ando meio desligada e acabo esquecendo de postar no blog, eu não sei como vai ser daqui pra frente, só espero que isso passe logo !
Já não aguento mais ficar penando, é hora de dar tchau.
Vou tomar um café,
Volto qualquer dia .

sábado, 3 de julho de 2010

Desejos



Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade