sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sonhos

"Os sonhos são ilustrações... do livro que sua alma está escrevendo sobre você "


Como é bom sonhar. Não importa se de olhos abertos ou fechados, como é bom se desligar da realidade desse mundo selvagem e projetar um novo mundo onde tudo é possível e onde nos permitimos viver como anjos, livres e voando sobre os nossos pensamentos. Sonhos são desejos pro futuro. Quem não sonha não vive, viver de mundo real 24 horas por dia cansa, pesa.
O mundo por si só é pesado, e carregamos sobre os ombros uma tonelada de problemas, frustrações, cansaço. Não que não existam alegrias, elas são evidentes, saltam aos olhos, o mundo de todo não é ruim, mas se não sonharmos como idealizar o que seria bom pro futuro?
Fechar os olhos por alguns segundos, enxergar na parede das pálpebras as imagens tão lindas que gostaríamos de viver. Respirar fundo e abraçar a vida.
Sonhar dá ânimo, faz querer seguir em frente, buscar o objeto de desejo, sentir mais intenso o que a gente quer, idealizar coisas improváveis, coisas impossíveis, coisas fora do comum.
NADA É IMPOSSÍVEL PARA OS SONHADORES. Tempos difíceis ou não, me permito sonhar todos os dias, com um futuro bom, uma vida boa, salvar as pessoas, amor todo dia.
Abro os braços e salto do precipício dos meus problemas direto à seda pura dos meus sonhos, é de se entregar a sorte, todo mundo vai saber e perceber.
" por menores que sejam os sonhos, não são impossíveis e não podem ser desprezados, quem ama a vida, sabe sonhar, fecha os olhos, respira fundo e vive! "

CarolinaDomingues.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Segredos

...a chuva já passou por aqui, eu mesma cuidei de secar...


Ele não podia contar. Era demais até sussurrar na escuridão de suas noites solitárias o que sentia. Era loucura, um devaneio, pensava consigo mesmo - não há de ser nada, vai passar - mas não passava, nunca deixava de sentir, de suar, desejos inatingíveis o massacravam bem no fundo do seu cubículo de homem feito, pensamentos que não se findam o faziam beirar a loucura de um corpo jovem demais, que ele não teria, nunca.
Já não podia dormir, encontrava em seus sonhos o sorriso largo e os cabelos longos, não se permitia fechar os olhos.
Em seus ouvidos nada mais que ruídos e tilintares, a voz na cabeça repetia como um cd arranhado, aquela outra voz mansa, que nem moça feita ainda não era. Os dias era torturantes e os pensamentos maltratam quem tenta fugir do real e do tátil, precisava sair.
E ela foi embora, levando um coração leviano do homem que pra sempre e sem saber mastigava a angústia de não ter. Ela nunca precisou de um amor velho, não sentiu dor alguma, mas levou uma vida que não há de continuar sem os sorrisos, sem sono e sem as rimas dos dias frios que passam e provam que o tempo não perdoa.