" Respirei fundo. O ar puro da cidade lavava meus pulmões por dentro. Setembro estava chegando enfim. " (CFA)
E chegou. Não sabia direito como começar, as mãos tremiam com um sentimento que não sai através de palavras, só sabe quem sente. Foi como um acordar de um pesadelo em meio há tempos de guerra, de fome. Daquela fome que só é saciada quando se come a presença. Poderia colocar uma moeda em cima da linha do equador novamente, ela ficaria de pé, o mundo voltara ao seu eixo.
No vazio dos dias frios que foram deixados pra trás, só faltava rasgar Agosto do calendário, precisava disso pra sentir renovar todas as forças, e foi embora com todas aquelas noites mal dormidas a garganta seca, então fechou seus olhos e recomeçou o que nunca ousou se findar, soltou as próprias mãos, abriu seus lábios e mostrou seus dentes, caiu na cama, depois no chão, rindo. Foi feliz.
Com um coração que não cabia nas próprias mãos tentou se conter, sentiu um aperto no peito, daqueles que explodem após momentos de êxtase, voltou a viver.
Olhou seu reflexo na água da pia, prendeu os cabelos e inspirou - Calma, as borboletas voltaram a bater asas em minhas janelas, agora que você está no mundo. (ou de volta a ele)
(teamo)
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