“Ele chegou!”;
“A geladeira nova chegou!”;
“Uii, o professor chegou!”;
O inevitável chegou…
Geralmente, quando as surpresas aparecem, eu espero coisas incríveis, as cameras escondidas, o pessoal aparecendo de trás da mesa, da porta, fazendo bagunça, sorrindo… Até porque, a palavra surpresa parece ser alegre demais para trazer qualquer tristeza.
Só parece…
Não queiram conhecer a surpresa no seu dia bipolar, porque eu já conheci, e foi a partir desse dia que eu entendi aquela máxima que diz: “não se deve evitar o inevitável” , Mas será que eu estava preparada para o inevitável? Se era inevitável, porque eu, simplesmente, não assenti?
Aceitar as circunstâncias é tão arriscado quanto candidatar-se à presidência da república sem nunca ter disputado uma eleição… É difícil encarar os olhares de pena; os “eu imagino a dor que você está sentindo” (a maioria nem sabe do que se trata…); os “meus pêsames”; os “estou aqui contigo pra tudo o que precisar” (quando, na verdade, nem sei quem é esse meu novo melhor amigo); a omissão de quem jamais deveria se omitir, além das 347.960 novas mães que ganhei.. “A partir de hoje, serei a sua mãe também!” “Não, Dona Maria, fico contente que a senhora continue sendo só a diarista, OK?”, não me leve a mal, não quero tripudiar com os sentimentos de ninguém, mas também não obrigo ninguém a me entender…
De qualquer forma, fico pensando, qual será o bônus que irei receber em troca, depois de tudo o que aconteceu?
A partir daí, percebo que estou diante de um problema:
Interpretação.
“Deus nos tira alguma coisa hoje para dar duas coisas amanhã” Não! Deus não é associado gold de nenhum programa de fidelidade (junte 5 tragédias familiares e com mais 9,99 você já pode fazer trocas incríveis!), muito menos um garoto mimado, cheio de vontades que faz da nossa vida um tabuleiro de Jumanji. Como eu sei disso? Costumo falar com Ele, infelizmente, Ele não costuma me dar muitos replies, mas eu sei que Ele está vendo…
“Existe tanta gente ruim no mundo, por que ela teve que ir?” Pode não parecer, mas essa é sobrenaturalmente simples, ela era boa demais para continuar aqui. Essa resposta cabe a qualquer religião, portanto, sem mais…
Por enquanto, só respondi essas duas…
Tentar continuar a própria vida, trabalhar durante o dia, contrair responsabilidades que a uma semana não eram suas, tudo parece um pouco mais fácil durante o dia, porém, quando chega a noite… As lágrimas pesam, e eu choro. Não só choro, como peço ajuda, barganho a minha vida, penso no meu futuro, penso mais um pouco no passado, imagino que não fui boa o suficiente, peço perdão, espero o nariz desentupir e durmo.
Gabriela Domingues
-
Ps, peço licença a ela para postar um texto dela por aqui, essa é das minhas, essa sabe exatamente o que sente, eu te amo minha irmã.
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Ela não sabia o que dizer, achou melhor ficar calada, mesmo que abrisse a boca, nada mais sairia de lá a não ser um - tudo bem, é melhor assim então que seja - mas essa não era nem de longe a sua real vontade, ela desejava gritar, desejava pular nos braços dele e implorar pra ele não ir, pra que ficasse ali com ela, de verdade, sem mentira e sem as tais provações. Ela chorou, perguntou se ele não se importava, perguntou se ele não percebia que não podiam ficar separados nem por meio segundo, eles não conseguiriam existir, um sem o outro.
Acho que você é a minha metade perdida e mesmo assim insiste nessa idéia idiota de ir embora. Por que? Pra quê? Você não vê que já estou ferida o sufuciente e que se você for..acabou pra mim.
Ele ficou quieto, só ouvindo, ouvindo o silêncio dela que ecoava entre as paredes do quarto, não era uma briga, não era um desentendimento, ele estava apenas indo embora.
- Sabe annie, descobri que preciso aprender a viver um pouco sozinho, viver um pouco sem você. Porque durante todo esse tempo que estamos juntos a minha vida se resumiu e se resume em você, e no seu sorriso, e no seu carinho e no seu capricho, minha pequena, entenda, não estou indo embora por não te amar, estou indo embora para me amar, nem que seja um pouco.
Estou indo embora porque não aguento ouvir você chorar e me sinto um canalha por fazê-la sofrer de vez em quando, eu não consigo olhar pra você sem querer tocar em você, sem suplicar você por perto, e não pode ser assim, pelo amor de Deus entenda que nós somos duas pessoas. DUAS.
- Pra mim, sempre fomos uma só pessoa, desde a primeira vez que a minha alma reconheceu a sua. Vai, agora eu te peço que vá embora, e vá para bem longe.
- Você vai ficar bem se eu for?
- Não. Mas vou aprender a ficar bem sem você, e sabe tudo aquilo que eu falei? sonhos, devaneios, acabou para nós. Não para mim. De agora em diante eu vivo sem você coração, e o quero bem bem bem longe de mim.
Acho que você é a minha metade perdida e mesmo assim insiste nessa idéia idiota de ir embora. Por que? Pra quê? Você não vê que já estou ferida o sufuciente e que se você for..acabou pra mim.
Ele ficou quieto, só ouvindo, ouvindo o silêncio dela que ecoava entre as paredes do quarto, não era uma briga, não era um desentendimento, ele estava apenas indo embora.
- Sabe annie, descobri que preciso aprender a viver um pouco sozinho, viver um pouco sem você. Porque durante todo esse tempo que estamos juntos a minha vida se resumiu e se resume em você, e no seu sorriso, e no seu carinho e no seu capricho, minha pequena, entenda, não estou indo embora por não te amar, estou indo embora para me amar, nem que seja um pouco.
Estou indo embora porque não aguento ouvir você chorar e me sinto um canalha por fazê-la sofrer de vez em quando, eu não consigo olhar pra você sem querer tocar em você, sem suplicar você por perto, e não pode ser assim, pelo amor de Deus entenda que nós somos duas pessoas. DUAS.
- Pra mim, sempre fomos uma só pessoa, desde a primeira vez que a minha alma reconheceu a sua. Vai, agora eu te peço que vá embora, e vá para bem longe.
- Você vai ficar bem se eu for?
- Não. Mas vou aprender a ficar bem sem você, e sabe tudo aquilo que eu falei? sonhos, devaneios, acabou para nós. Não para mim. De agora em diante eu vivo sem você coração, e o quero bem bem bem longe de mim.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Natural
Oswaldo Montenegro - Bandolins
Hoje acordei pela metade.
E não cito isso aqui com a menor pretensão que você, que lê, tenha pena de mim. Nem eu mesma faço isso, não é necessário. Mas pelo bem de minhas palavras eu vou recomeçar;
Hoje acordei natural.
Natural do tipo cansada naturalmente. Sem grandes produções, sem grandes aspirações, fui só guardando, levando na minha bolsa papéis e mais papéis e na minha cabeça uma gama diversificada de variáveis. Talvez os tais sonhos enterrados, não sei.
Só sei que fui porque tinha que ir. Fui porque tenho um motivo lindo ou o meu lindo motivo, que no final, é a mesma coisa. E também não importa se é a mesma coisa, o que importa é a motivação que me dá o meu motivo sabe? Eu sei que sabe. Ou não.
Esse meu lado sensitiva me deixa meio perdida as vezes, principalmente quando entro em devaneios em meio a conversas com pessoas em que paro e reflito. Sozinha e me calo e pemaneço calada, e é incrível como quando fico assim, todos perguntam o que tenho. Talvez porque eu não seja assim. Ou seja, bem lá no fundo.
Mas calma, eu não sou louca. Só penso.
Ou melhor, como diria Clarice: - não sou tão infeliz assim, é só que hoje estou cansada. E peço desculpas em usá-la assim, tão de supetão, sem ao menos lhe pedir licença...é que certas coisas me fazem pensar, e muito.
Hoje acordei meio bossa nova.
Cheia de novas técnicas, de misturas, de parcerias e alguns arranjos ruins.
Hoje eu acordei cheia de possibilidades. Eu posso rir, posso chorar, posso gritar, me exaltar, ficar calada ou simplesmente, não fazer nada.
É isso, bem aí onde eu queria chegar e tentar me encontrar.
Hoje eu acordei meio nada ou coisa alguma. Mas não ao todo. Simplificando:
Hoje eu acordei sendo eu mesma.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Caixinha de música
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Batatas
...why you wanna break my heart again?
Ela não entendia. Mais do que isso ela queria sumir. Não só pra ela, mas pra ele também. Queria sumir do mapa, cegar a vista. Tudo não fazia mais sentido, as flores e os rodeios, as palavras e o carinho, ela sentiu sufocar, com um aperto no peito daqueles que paralisam a respiração, não dão sinal de melhora.
O mundo parecia não corresponder a sua essência, tudo cinza, solitário, como se tivera sido jogada em um canteiro onde tudo é fugaz e nada é como antes. Inércia.
Ela sabe que pra tudo existe um jogo e em todo jogo existem regras, isso confunde, tira o sossego. Ele sabe amar, mas também sabe ser amargo, cria mundos e os desfaz com a facilidade do desatar de cadarços. E assim tudo termina.
Tantos encontros e desencontros girando em torno de dois tontos, duas cabeças confusas procurando (não sem dor) um ponto em comum. Desistiu.
Escreveu palavras repetidas em um pedaço de papel...uma carta? um bilhete, quem sabe...
Não tinha vontade de sorrir, sofrer é sempre tão exato. É tão simples.
" Não posso esquecer: quando chegar em casa não faça barulho, por favor. Eu iria despertar daquele sono que custei a conquistar e consegui chegar até aqui, crua e intacta. Seu jantar está no forno, não esqueci as batatas.
Com amor, Janice. "
De um jeito ou de outro, não consigo te deixar.
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