Oswaldo Montenegro - Bandolins
Hoje acordei pela metade.
E não cito isso aqui com a menor pretensão que você, que lê, tenha pena de mim. Nem eu mesma faço isso, não é necessário. Mas pelo bem de minhas palavras eu vou recomeçar;
Hoje acordei natural.
Natural do tipo cansada naturalmente. Sem grandes produções, sem grandes aspirações, fui só guardando, levando na minha bolsa papéis e mais papéis e na minha cabeça uma gama diversificada de variáveis. Talvez os tais sonhos enterrados, não sei.
Só sei que fui porque tinha que ir. Fui porque tenho um motivo lindo ou o meu lindo motivo, que no final, é a mesma coisa. E também não importa se é a mesma coisa, o que importa é a motivação que me dá o meu motivo sabe? Eu sei que sabe. Ou não.
Esse meu lado sensitiva me deixa meio perdida as vezes, principalmente quando entro em devaneios em meio a conversas com pessoas em que paro e reflito. Sozinha e me calo e pemaneço calada, e é incrível como quando fico assim, todos perguntam o que tenho. Talvez porque eu não seja assim. Ou seja, bem lá no fundo.
Mas calma, eu não sou louca. Só penso.
Ou melhor, como diria Clarice: - não sou tão infeliz assim, é só que hoje estou cansada. E peço desculpas em usá-la assim, tão de supetão, sem ao menos lhe pedir licença...é que certas coisas me fazem pensar, e muito.
Hoje acordei meio bossa nova.
Cheia de novas técnicas, de misturas, de parcerias e alguns arranjos ruins.
Hoje eu acordei cheia de possibilidades. Eu posso rir, posso chorar, posso gritar, me exaltar, ficar calada ou simplesmente, não fazer nada.
É isso, bem aí onde eu queria chegar e tentar me encontrar.
Hoje eu acordei meio nada ou coisa alguma. Mas não ao todo. Simplificando:
Hoje eu acordei sendo eu mesma.
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